Pitangola
Por: Armando Urenha Jr.
Foto/Ilustração: Geraldo Moura
Publicado em: 11/2009
Nome: Pitangola
Água doce ou salgada: Salgada
Família: Carangidae
Características: Peixe teleósteo, a pitangola (Seriola rivoliana) pode ser confundida em várias regiões com o remeiro (Serilola fasciata), pois são muito parecidos e habitam os mesmos lugares. É também conhecido vulgarmente como arabaiana, olho-de-boi-fumeiro, tapiranga e tapireca.
Embora seja possível encontrar pitangolas com peso superior a 30 kg e medindo 170 cm, o mais comum é encontrar exemplares entre 8 e 10 kg com 85 cm de comprimento.
A espécie, que é bastante resistente e robusta, possui o corpo fusiforme e comprimido, mais elevado (o maior do gênero), fortemente musculado e armado de barbatanas semelhantes a quilhas, que fazem dele um nadador perfeito, veloz e incansável. Um belo espetáculo é vê-la nadando em grupos.
A cabeça é pontiaguda e grande, assim como os olhos e a boca. Sua cor varia de azul a cinza-prateado com colorações mais escuras no dorso, além de apresentar tons castanhos e cobres. As suas nadadeiras são bem claras, pálidas, e as barbatanas ímpares são mais altas. A poderosa nadadeira caudal é bifurcada, garantindo força e rapidez. No pedúnculo caudal há uma carena lateral, que caracteriza o gênero.
Sua linha lateral é escura e se destaca, indo desde o focinho até a base da nadadeira caudal.
Hábitos: Indivíduos dessa espécie tornam-se adultos a partir do segundo ano de vida, quando atingem a maturidade sexual. São mais ativos no verão, entre os meses de setembro e março. A desova geralmente ocorre em mar aberto e os ovos são pelágicos, podendo ser facilmente encontrados próximos de algas.
Esses grandes predadores preferem se alimentar de peixes, lulas, polvos, crustáceos e outros invertebrados, inclusive bentônicos.
Curiosidades: Os exemplares mais jovens podem migrar longas distâncias à procura de grandes concentrações de zooplâncton, principal componente de sua dieta alimentar.
Onde Encontrar: Normalmente as pitangolas habitam desde águas superficiais até os 100 metros de profundidade. Porém, não é raro aparecerem com mais freqüência em regiões próximas à costa, principalmente durante os meses mais quentes do verão. É também durante esta época que a maior parte dos grandes pelágicos se reproduz, agregando-se em cardumes.
A espécie é muitas vezes observada nadando em cardumes mistos, com piragicas (Kyphosus sp.) e peixes-porcos (Balistes carolinensis), em toda costa brasileira, do Amapá ao Rio Grande do Sul.
Normalmente, são encontrados nadando em grandes cardumes sem uma faixa de profundidade específica.
Dicas para pescá-lo: Para fisgar a espécie, use um bom fishfinder, que ajuda a localizar os cardumes e indica a profundidade em que a isca deve ser trabalhada. Não se esqueça das linhas de multifilamento, cuja baixa elasticidade ajuda na fisgada.