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Peixes do Brasil - Água Salgada

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Marlim-branco

Por: Armando Urenha Jr. Foto/Ilustração: Kid/Ocelos Publicado em: 10/2009

Nome: Marlim-branco

Nome científico: Istiophoridae

Água doce ou salgada: Salgada

Características: O marlim-branco pode alcançar cerca de 2,8 m de comprimento e pesar perto de 60 kg; porém, os indivíduos mais comuns não passam dos 30 kg.

Seu corpo é fusiforme e comprimido e tem linha lateral bem evidente. A série de poros existentes nos flancos dos peixes acaba em terminações nervosas, que constituem um órgão sensitivo de função ainda não muito bem definida. Esses poros correspondem a uma série de escamas perfuradas, ditas da linha lateral, cujo número é sempre constante numa mesma espécie.

A maxila superior se prolonga e forma de uma lâmina de espada, com bordas cortantes. As nadadeiras peitorais, primeira dorsal e primeira anal são arredondadas e a anal é dupla, com pedúnculo caudal relativamente fino.

A nadadeira dorsal é mais alta e dupla, constituída pela parte anterior, que é alta e multirradiada, afinando em direção à nadadeira caudal, que é grande e furcada. Já as peitorais são grandes e falcadas – em forma de foice; as ventrais, rudimentares.

Sua coloração é azul-escura no dorso, mudando gradualmente para o prateado até chegar ao branco no ventre.

Hábitos: Esta espécie pelágica vive afastada da costa, geralmente a centenas de quilômetros, numa faixa que vai da superfície a cerca de 200 m de profundidade.

Os exemplares costumam nadar na região de encontro das águas das correntes marítimas com as da plataforma continental. No Brasil, podem ser encontrados nas águas quentes do Atlântico oeste, onde as águas são mornas, com temperaturas variando entre 26 e 27ºC; às vezes, se aventuram um pouco em águas um pouco mais frias.

Apesar de viver mais em grandes profundidades, costumam subir à superfície para se alimentar, já que sua dieta é carnívora, baseada principalmente em lulas e peixes, como os atuns, bonitos, cavalas, dourados, peixes-voadores.

Os marlins-brancos são muito procurados, mas nem sempre encontrados; quando aparece, entretanto, costuma dar show. A começar pelo ataque, que é muito bonito – diga-se de passagem, um dos mais belos do oceano. E depois de fisgado, ele não se entrega tão facilmente, dando saltos espetaculares e longas corridas.

Curiosidades: O marlim-branco, que muda a cor de suas nadadeiras peitorais para azul-néon instantes antes de abocanhar uma presa, usa seu bico como arma, para ferir as vítimas e, em seguida, comê-las.

Onde encontrar: Exclusivamente oceânicos, os marlins-brancos podem ser encontrados nas regiões do chamado talude continental.

Têm presença garantida nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, desde o Amapá até o Rio Grande do Sul.

Dicas para fisgá-lo: Uma das formas mais produtivas para fisgar o marlim-branco é usar iscas naturais na modalidade corrico. Para isso, o barco deve navegar entre 4 e 6 nós. Além do farnangaio que vai ser usado como isca, procure utilizar lulas artificiais como teasers.

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