Ministério diminui preocupação de pescadores do Rio Grande do Sul
De olho nas corvinas como salvação de sua renda, pescadores artesanais tem ajuda do governo para impedir que grandes embarcações espantem a espécie da Lagoa dos Patos
Por: Diego Salomão
Publicado em: 10/2009
Em decorrência das fortes chuvas que castigaram o sul do Brasil, um grande volume de água foi acumulado, e agora, no caso do Rio Grande do Sul, está descendo para a Lagoa dos Patos, e futuramente, oceano Atlântico.
Com isso, no entanto, cria-se o risco bastante grande de se perder a safra de camarão, o que está fazendo com que milhares de pescadores artesanais de Laguna esperem que as economias realizadas com a safra da corvina possam garantir a sobrevivência familiar.
Outra preocupação dos pescadores é com as ações dos barcos pesqueiros que atuam fora da Barra e podem impedir a chegada de cardumes de matrizes. Os apelos para impedir o trabalho desses barcos que, invariavelmente invadem as águas costeiras para lançar redes de cerco, foram sentidos pelo Ministério da Pesca e Aqüicultura, onde o diretor executivo e ministro adjunto, Dirceu Lopes emitiu determinação que proíbe os barcos de pesca de cerco de atuarem junto à costa e, especialmente, nas proximidades da boca da Barra, sob pena de multa e recolhimento das licenças de atuação.
O grande sinal já foi dado e agora é esperado que o Ibama fique de olhos abertos no rastreamento dessas embarcações que, melhor equipadas, não interferiram, diminuindo o estoque de corvinas dentro da laguna. O governo federal está fazendo a sua parte, ajudando os pescadores artesanais a trabalharem com maior tranqüilidade.