Quatro pescadores de SP são presos por pesca irregular em Mato Grosso do Sul
Pescadores foram detidos no último final de semana por uso de petrechos proibidos, como anzol de galho, rede e fisga
Por: Lielson Tiozzo
Publicado em: 10/2009
O período de proibição da pesca devido à piracema começa na maioria das bacias brasileiras no dia 1º de novembro, mas a Polícia Militar Ambiental já intensificou a fiscalização fluvial em locais muito procurados pelos pescadores amadores. No último final de semana, em Mato Grosso do Sul, foram quatro prisões por uso de petrechos proibidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA). Um detalhe que chamou a atenção da PMA é que todos os detidos são moradores do interior de São Paulo.
No rio Anhanduí, próximo de Nova Andradina (MS), um homem de Presidente Venceslau (SP) foi flagrado por fiscais quando tentava armar uma rede. Com ele foram apreendidos 30 anzóis de galho e fisga, dois dos itens proibidos pelo IBAMA, além de um barco e motor de popa. O pescador ainda foi multado em mil reais.
Já em Água Clara (MS), no rio Verde, a PMA prendeu no domingo, 25, um pescador de Aguapeí (SP). Com ele foram apreendidos 30 anzóis de galho e corda para o espinhel - técnica de pesca predatória proibida. O homem foi multado em R$ 920 e responderá por crime ambiental, podendo pegar pena de 1 a 3 anos de detenção.
Outros dois pescadores, de Presidente Epitácio (SP) e de Assis (SP), foram presos em Bataguassu (MS), no rio Pardo. Eles também foram detidos por petrechos irregulares e acabaram multados em quase mil reais
Os rios de Mato Grosso do Sul estão lotados de pescadores que aproveitam os últimos dias que antecedem a proibição da pescaria. O problema é que muitos cardumes já estão concentrados para a reprodução, o que facilita as capturas em grande escala. Por isso, a PMA, por meio de sua assessoria, prometeu que a fiscalização preventiva será rígida com aqueles que praticarem a pesca predatória.
A idéia da PMA é manter o máximo de equipes nos rios para tentar pelo menos prender os pescadores, antes que tenham capturado grande quantidade de pescado. Desde o feriado de Corpus Christi até o último final de semana, foram 19 prisões por uso de petrechos proibidos.