Divertido e saudável
O consultor Fábio Zurlini passa boas dicas para pescar o black bass de barranco, método ideal para quem deseja começar a fisgar a espécie
Por: Fábio Zurlini
Foto/Ilustração: Arquivo Pesca & Companhia
Publicado em: 10/2009

Estar em total integração com a natureza, em um lugar tranquilo com amigos, pescando o peixe que você mais gosta e ainda fazer uma boa caminhada ao ar livre são alguns dos prazeres proporcionados pela pesca desembarcada.
No Japão, esta pratica é muito difundida pela existência de muitos lagos e rios dentro de perímetros urbanos, e por permitir a qualquer um desfrutar do esporte, sem barreiras.
A pesca nesses lugares funciona como uma verdadeira escola, pois são nelas que a maioria dos pescadores, ainda crianças, são introduzidas no fantástico mundo da pesca com artificiais. Por este motivo, essas “escolas” são bastante valorizadas pelos japoneses e consideram como a raiz de uma grande árvore.
Tanto é que na terra do sol nascente é comum presenciar adolescentes e adultos viajando de trem, ônibus e até mesmo em suas bicicletas com suas tralhas para mais uma jornada de pesca. Você pode conferir um pouco do que estou dizendo na reportagem enviada pelo pescador Marcelo Maeda, para a promoção “Sua história Vale um Prêmio” (edição 174).
Aqui no Brasil estamos ainda no começo, mas vejo que a cada dia esta forma de pescar tem crescido muito, especialmente pela facilidade da adaptação da espécie em qualquer lago, mesmo em locais com climas mais frios.
Equipamentos
Depois de sofrer um pouco na minha primeira saída, estabeleci uma boa regra para quem desejar praticá-la: nunca leve uma super mala. Como sua locomoção vai ser a pé e muitas vezes em terrenos irregulares, levar muito peso pode ser bastante cansativo, fato que pode te prejudicar no fim do dia, que é um dos melhores horários para fisgar a espécie, isso sem mencionar que o excesso de peso poderá trazer problemas a sua saúde.
O ideal é deixar uma mala maior com uma grande variedade de iscas, acessórios e outros materiais em um ponto estratégico ou até no porta malas do carro e sair com uma bolsa menor ou pochete apenas com o essencial, aquilo que o pescador imagina que vai funcionar no momento. Caso, o material selecionado não são funcione, basta voltar até o carro ou “base” para a substituição do material.
Costumo carregar sempre três conjuntos: um de molinete para finesse, outro mais versátil e que vai ser usado com diferentes rigs e isca para carretilha ou molinete e o último de carretilha para o power fishing.
No meu caso uso três modelos da marca Megabass. Para o finesse uso o modelos Cats Kill de 6´5´´ para linhas de 3 a 10 lb, a Shabbler de 4 a 12 lb e 6´9´´ (molinete) ou Elite de 5 a 12 lb de 6´ (carretilha) como equipamento coringa e a Elseil de 8 a 20 lb e 6´8´´ para o power fishing. Esses modelos tem tamanho entre 6´e 7´, pois são medidas que vão ajudar a conseguir arremessos mais longos para alcançar pontos mais distantes da margem e ter mais alavanca para fisgadas mais eficientes.
Outro detalhe importante está relacionado às roupas que você vai usar. Procure vestimentas leves, que lhe proporcionem boa mobilidade e ainda te protejam de insetos. O calçado deve ser indicado para caminhadas na mata e que tenha o solado com boa aderência, pois estaremos passando por vários tipos de solo, muitas vezes úmidos, onde é mais fácil de se escorregar.
Não se esqueça também de ter em mãos uma garrafa de água, protetor solar e repelente. Se for pescar sozinho, o celular pode ser uma boa ferramenta para alertar sobre possíveis acidentes.
E para finalizar, aqui não vai um recado: pratique o pesque e solte, afinal os peixes que não forem soltos hoje, com certeza farão falta amanhã. Também procure manter limpo o seu local de pesca. Se possível leve uma sacola para recolher o lixo que estiver no ponto ajudando a mantê-lo sempre preservado.