Rio Verde? Podia ser rio Dourado!
Consultor e repórter da Pesca & Companhia fazem pescaria em Brasilândia (MS), lugar maravilhoso, com fauna rica e repleto de peixes
Por: Lielson Tiozzo e Juninho
Foto/Ilustração: Arquivo Pesca & Companhia
Publicado em: 10/2009


Quem conhece o rio Verde, no Mato Grosso do Sul, logo se encanta com tudo o que vê, antes mesmo de fazer os primeiros arremessos. As suas margens são cercadas pela vegetação típica do cerrado, com destaque para os exuberantes ipês-amarelos e os jatobás. O vôo rasante de araras-azuis e tucanos dá a certeza de que o Pantanal não está muito longe, embora a foz do Verde seja no rio Paraná.
O rio resiste ao progresso da civilização das cidades mais próximas e ainda preserva boa parte de suas características naturais, sem poluição urbana. Nele o pescador encontra de corredeiras agitadas até pontos tranquilos, o que permite a prática de diversas técnicas de pescaria para várias espécies.
Para conferir de perto todo o potencial do Verde, a Pesca & Companhia designou uma dupla inédita. O experiente consultor Juninho teve a parceria do jovem repórter Lielson Tiozzo. Eles foram se encontrar em Brasilândia (MS), a convite dos sócios-proprietários do loteamento Beleza do Rio Verde, Valdir de Melo, o “Dedé”, e André Patú.
Com molinetes e carretilhas carregados de boa linha mono ou multifilamento, além de varas longas e resistentes, os pescadores partiram rio acima. A viagem da rampa de desembarque do Beleza do Rio Verde até um dos bons pontos de dourados durou cerca de uma hora.
O rápido fluxo da água favorecia a “rodada”, com os barcos à deriva. A expectativa era de que as tuviras (também conhecidas como “espadinhas” na região) de até 20 cm, iscadas em anzóis 7/0, seriam irresistíveis para os “reis do rio”.
Nem o mais otimista dos pescadores presentes podia esperar pela primeira ação, cinco minutos depois do começo da empreitada. A estratégia traçada foi perfeita, tanto que ao longo do dia outras capturas aconteceram especialmente no final da tarde.
O Verde oferece excelentes condições aos dourados, com águas rápidas, estruturas na margem e no fundo do rio que servem de esconderijo para eles atacarem as suas presas. No período de reprodução, muitos exemplares saem do rio Paraná para se reproduzir nesses locais.
Por isso a “fartura” de dourados, apesar de os pescadores locais não terem vergonha de dizer que matam a maioria dos peixes quando conseguem capturá-los “na medida” permitida pelo IBAMA. Uma pena.
Não perca nas próximas semanas a continuação da pescaria no rio Verde. Lielson Tiozzo e Juninho também foram em busca dos piaus e tucunas.