Pescador captura espécie rara de piraíba na Bacia Amazônica
Pesquisadores garantem que a piraíba fisgada por Johnny Hoffmann tem pintas espalhadas pelo corpo fora da normalidade. Motivo da mutação ainda é desconhecido
Por: Lielson Tiozzo
Foto/Ilustração: Aquivo Pesca & Companhia
Publicado em: 10/2009

Em busca de grandes peixes de couro, o consultor da Pesca & Companhia , Johnny Hoffmann, partiu para uma aventura de 20 dias nos rios Juruena, Tapajós, Teles Pires e Bararati, todos da Bacia Amazônica. Ele nem imaginava a captura de uma “piraíba-pintada”, espécie classificada por pesquisados como “rara”.
Depois de fisgar as valentes pirararas e também os caraparis, Hoffmann tentou a sorte na busca das piraíbas. Quando finalmente conseguiu, o consultor se deparou com uma piraíba diferente, com pintas espalhadas por todo o corpo. Tratava-se de uma espécie muito difícil de ser encontrada, segundo o autor de estudos sobre peixes, o ictiólogo Alberto Akama.
“É uma piraíba (Brachyplatystoma filamentosum) com toda certeza. O mais interessante é que se trata de uma piraíba normal, mas o colorido de manchas pequenas se estende muito além do que é considerado normal”, explica Akama.
O professor do Departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), Heraldo Bristki, acredita que “o excesso de pintas espalhadas pelo corpo da piraíba de Hoffmann não se deve a nenhuma doença de pele, ou cruzamento de espécies, mas sim de uma simples variação do colorido da piraíba ainda não observada pelos especialistas”.
Com chances de chegar a 2 metros e pesar até 200 kg, a piraíba é um dos peixes mais procurados pelos pescadores esportivos do Brasil. Por ser uma espécie carnívora e ter todo esse porte avantajado em algumas regiões ela ganhou o apelido de “tubarão de água doce”.
A matéria que conta como foi a pescaria de Johnny está na edição 178 da Pesca & Companhia.
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